Comissão Especial da Microcefalia faz recomendações e cobranças ao Governo

Em 18/05/2016
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Foto: Giovanni Costa

Foto: Giovanni Costa

Desde 19 de abril, a Comissão Especial de Acompanhamento aos Casos de Microcefalia em Pernambuco tenta agendar audiência com o governador para entregar o relatório preliminar dos trabalhos do colegiado, mas não obteve sucesso. A informação foi divulgada, nesta quarta, pela presidente do grupo, deputada Socorro Pimentel, do PSL.

A parlamentar lamentou a situação e considerou desrespeitosa a postura do Poder Executivo Estadual. Segundo ela, o documento contém um diagnóstico consistente sobre o atendimento às crianças com microcefalia na rede pública. Uma das demandas é o aumento do repasse do Governo para o Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão do São Francisco, para atender a 18 municípios vizinhos.

“A gente vê que o Estado está se esforçando, está implantando, mas a gente não sentiu esse mesmo respeito na hora em que a gente pediu pra que a Comissão entregasse esse relatório. A gente está tratando de recomendações e contribuição que a Assembleia, que os deputados estão oferecendo diante desses casos.”

Socorro Pimentel detalhou a nova fase da Comissão, que teve os trabalhos prorrogados por mais 90 dias. A ideia é mapear o atendimento médico desde o diagnóstico ao início do tratamento da microcefalia, nos municípios mais distantes da Capital. Arcoverde, Ouricuri, Serra Talhada e Salgueiro estão entre as cidades que serão visitadas, todas no Sertão do Estado.

Miguel Coelho, do PSB, que também integra o colegiado, apontou que há mais foco no diagnóstico da deficiência do que no tratamento e reabilitação dos pacientes. Quanto à responsabilidade do Governo Federal, os deputados acreditam que o presidente interino Michel Temer deve manter as ações de enfrentamento ao problema.

Estão ainda entre as recomendações do colegiado, a realização de força-tarefa nos centros de referência para agilizar a confirmação dos casos, e a capacitação dos gestores municipais para formar uma rede de atendimento aos pacientes diagnosticados, entre outras medidas. Em relação às principais barreiras enfrentadas, a Comissão lista a falta de medicamentos para tratar convulsões e a dificuldade de deglutição apresentada pelas crianças com a deficiência.